| MPF - Assessoria Empresarial, Assessoria Fiscal Esta é uma versão otimizada para celulares. ![]() |
| Filme: Destino, com Lucélia Santos.
Lei do Audiovisual.
Artigo: Na China, com Lucélia
Fonte: Caderno 2 - Estado de São Paulo Sucesso no país desde que lá estreou a novela Escrava Isaura, a atriz conta como é enfrentar a censura (e a burocracia) para fazer Destino (ex "Um Amor do Outro Lado do Mundo"), produção da Diler. Lucélia e a China que se transforma Atriz conta como foi difícil viabilizar Destino Luiz Carlos Merten Há dez anos, a atriz, produtora e diretora Lucélia Santos possui um projeto que agora, graças à participação da Diler e Associados, empresa produtora de Diler Trindade, começa a sair do papel para tornar-se realidade. É um filme e se chama Destino. O título dá um pouco a idéia do sentimento da própria Lucélia pela China. Em 1895, já no período pós-Revolução Cultural do camarada Mao, a China engatinhava rumo ao capitalismo de Estado que faz hoje, do país, uma das maiores (e mais competitivas) economias do mundo. Há 22 anos, a novela Escrava Isaura, de Gilberto Braga, na qual Lucélia fazia a protagonista, era o maior sucesso na TV chinesa, sendo vista por 1 bilhão de pessoas. Lucélia, naquele ano, foi escolhida a melhor atriz de TV na China, eleita pelo voto popular - e com cerca de 300 milhões de eleitores a seu favor. Desde então, ela voltou várias vezes ao país. Lucélia tornou-se uma espécie de embaixatriz cultural do Brasil na China. Ajudou a desvendar o país, para os brasileiros, por meio de reportagens especiais de TV. E agora Lucélia desbrava um novo território. HISTÓRIA FALA DE UM GAROTO QUE BUSCA UM AVÔ MÍTICO QUE NÃO CONHECEU Ela roda o primeiro filme brasileiro de ficção feito na China. No início, Destino seria co-produção com a China, depois de Hong Kong. Havia até um roteirista chinês, que estava formatando o projeto. Os empresários chineses, da recente missão comercial que visitou o Brasil, queixaram-se da burocracia e da anacrônica, segundo eles, legislação trabalhista que dificulta os negócios (em seu país). E, quanto à burocracia, Lucélia e o produtor Diler Trindade têm coisas interessantes a dizer. "Em todo lugar do mundo, filmar é sempre difícil para estrangeiros, mas a China chega a ser quase impossível", comenta o ex-produtor de Xuxa (encerraram a parceria). E ele acrescenta - E a censura então? "Nada se filma na China sem que tenha sido pré-aprovado pelo organismo do governo que controla a produção. Eles exercem um rígido controle sobre os roteiros. O nosso teve de sofrer alterações. Um assassinato com arma de fogo foi substituído por arma branca e existem restrições quanto à filmagem de templos, por exemplo", conta Diler. O roteiro que está sendo filmado não é o que Lucélia iniciou com os próprios chineses. "É incrível , mas o Diler teve de entrar e o projeto fazer-se brasileiro para chegar à essência do projeto que eu tinha em mente", diz a atriz. Quando foi bater à porta de Diler, Lucélia estava num impasse. Havia captado no Brasil por meio de leis de incentivo, mas a contrapartida da chinesa era complicada. Os sócios chineses vacilavam ou, pelo menos, não abriam a carteira. Veio de dentro da própria Diler, da diretoria financeira da empresa, a idéia - por que não transformar o filme sino-brasileiro de Lucélia numa produção brasileira, com a participação de artistas e técnicos da China? Diler e Lucélia foram à Ancine e conseguiram autorização para mudar o projeto, desde que obtivessem a aprovação das empresas que já haviam colocado dinheiro no negócio. Conseguida a aprovação, o que era para ser inicialmente uma mininovela de 25 capítulos, virou outra coisa - dois longas sequenciais e uma microssérie de quatro capítulos. Como o projeto agora é brasileiro, Diler já dispõe de R$ 5 milhões para colocar Destino na lata. O orçamento total, incluindo finalização e lançamento, ultrapassa R$ 10 milhões. Antes que o acusem de ser perdulário, Diler observa que nunca gastou tanto com passagens aéreas, por exemplo. AINDA ESTE MÊS, EQUIPE ENCERRA FILMAGENS EM MONASTÉRIO GAÚCHO Moacyr Góes foi chamado para a direção e já esteve duas vezes na China, filmando. Ainda este mês, transfere-se para um monastério budista em Canela, no RS, para a etapa final da filmagem. O budismo é essencial em Destino. A história do garoto que procura suas origens do outro lado do mundo, em busca de um avô mítico que não conhece - e a avó brasileira, Lucélia -, coloca em discussão, segundo Góes, essa questão transcedente que se liga ao futuro: simplesmente não temos controle sobre ele. Destino, acaso, deêm-lhe o nome que quiserem, mas as circunstâncias nos escapa, o que tornou essa história sobre impossibilidade de planejar o futuro, já que o acaso, ou o destino, nele intervém com tanta força, tão importante para Lucélia? "Há 22 anos, ao ir para a China pela primeira vez, eu já estava indo ao encontro desse filme", diz. Em 1992, ela se converteu ao budismo e na mesma vertente tibetana praticada por Richard Gere, a do Dalai-Lama. Um amor está impregnado de filosofia budista. As mudanças ocorridas no projeto na verdade foram correções de rota. "Ele agora está mais perto do que eu queria, desde o início. E não teria ido adiante se qualquer mudança comprometesse a essência do filme". Lucélia observava que, por causa da disputa entre a China e o Tibete, o budismo tibetano sofre restrições no país. Mas, na nova China capitalista, outras vertentes do budismo são cada vez mais difundidas. Um amor também pretende dar conta das transformações ocorridas na China, desde que Lucélia Santos lá pisou pela primeira vez. |
![]() |
| Criado em 16/08/2008. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
![]() |